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Gestão de riscos em projetos

Publicado originalmente por:

www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/gestao-de-riscos-em-projetos

Riscos são inevitáveis. Estar preparado para eles é o que faz a sua empresa se destacar no mercado

Por: Camila Braga

Prever o comportamento das bolsas de valores ou mesmo ter certeza sobre se a previsão do tempo vai se confirmar é algo que ainda não conseguimos fazer. Em contrapartida, podemos estar preparados para administrar resultados positivos ou negativos. A incerteza faz parte da rotina e disso trata a gestão de riscos: planejar ações e estar preparado para imprevistos.
O panorama atual é de um mercado globalizado e dinâmico, mas, ao mesmo tempo, incerto e turbulento. Com relação aos riscos, no entanto, as empresas brasileiras mantêm uma cultura de não fazer um planejamento prévio para eventuais surpresas e, caso elas ocorram, resolvê-las com base no improviso, o que pode afetar a rentabilidade da companhia.

J. Angelo Valle: “Todos os vitoriosos do mercado um dia se confrontaram com o fator surpresa”

O engenheiro e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), José Angelo Santos do Valle, co-autor da obra Gerenciamento de Riscos em Projetos, da editora Fundação Getulio Vargas, espera que essa posição dos gestores mude: “esperamos que a partir de agora as empresas substituam esse alto grau de improviso por um planejamento das suas ações, já que o improviso leva a um desperdício de recursos”.

Tipos de riscos

Os riscos podem ser classificados em diferentes grupos, de acordo com o tema que envolvem. O empresário e também professor da FGV, Alonso Mazini Soler, outro co-autor da obra Gerenciamento de Riscos em Projetos, exemplifica: “na construção de uma obra, por exemplo, você pode ter desde riscos técnicos, riscos legais, riscos de algum acidente até o risco de enfrentar a greve de algum sindicato local e ter a obra paralisada por alguns dias. É importante que a empresa se questione sobre a possibilidade de todos eles”.

Alonso Mazini Soler: “A grande sacada é não deixar a empresa ficar a mercê do que não se tem controle”.

Alonso Mazini ressalta ainda que nem todos os riscos são negativos: “há coisas que o acaso pode fazer acontecer e que podem trazer um impacto positivo para a vida da empresa, mas a grande sacada é aprender a lidar com o que não é certo e tirar proveito disso, seja potencializando os impactos positivos ou minimizando os negativos, e não deixar a empresa ficar a mercê do que não se tem controle”.

De acordo com o professor Angelo do Valle, não existe risco zero, sempre há a possibilidade de falhar de alguma forma. Toda e qualquer atividade tem seu risco, sejam riscos econômicos de operações financeiras, falhas técnicas de um projeto e até mesmo risco moral. “Quando você fala alguma coisa, há o risco de desagradar alguém, um parceiro, um colega de trabalho, um amigo. Acontece sem querer e sem planejar. Temos que estar preparados para a surpresa, que é inevitável. Ajustar-nos para não perder dinheiro com essas oscilações é gerenciar os riscos do cotidiano”.

Como gerenciar os riscos

Para auxiliar na gestão de riscos existem softwares específicos, empresas de consultoria e inclusive uma disciplina sobre o assunto nos cursos de especialização em gestão empresarial. “Mas o passo a passo pode ser feito até num pedaço de saco de pão”, afirma o professor Angelo. E ensina como deve ser um esquema básico para isso:

identificação de riscos -> análise de riscos -> plano de ação -> monitoramento de riscos

Na fase de identificação dos riscos, a empresa deve se perguntar o que é que pode dar errado naquele determinado projeto, com base em informações vindas de três fontes: visão dos recursos do projeto, visão dos clientes e documentação de avanço do projeto. “Adotando uma metodologia questionadora, a organização se compromete a levantar todos os possíveis ‘pode ser’, como: pode ser que meu material seja de má qualidade, pode ser que passe a vigorar uma lei contrária aos meus interesses, pode ser que meu empregado falte por motivo de doença, pode ser que chova por uma semana e as obras tenham que ser suspensas”, enumera o professor Mazini.

Já na fase de análise de riscos é feita uma ponderação. De todos os riscos levantados, com quais a empresa deve se precaver? O objetivo da gestão de riscos é evitar que a empresa perca dinheiro com o acaso, porém seria ilógico investir sem necessidade em planos B. Por isso, o gestor deve analisar, dentre os riscos levantados na fase anterior, aqueles com maior impacto e maior probabilidade de acontecer e para esses elaborar um plano de ação, que vai variar conforme o risco e a empresa.

Por fim, é importante lembrar que o processo de gerenciamento de riscos implica um contínuo monitoramento. Ainda que os processos dentro de uma empresa não aconteçam de forma isolada, cada parte possui impactos e ameaças diferentes diante de cada risco. Portanto, o processo de gestão de riscos é cíclico, a cada nova etapa é necessário analisar os novos impactos e questionar novos riscos. Tudo para estar preparado para o acaso.

Entrevistados
Jose Angelo S. Valle
– Engenheiro Civil, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
– Consultor de empresas nacionais e multinacionais em Gerenciamento de Projetos.
– Professor e coordenador Acadêmico do Curso MBA em Gerenciamento de Projetos da Fundação Getulio Vargas (FGV).
– Co-autor do livro “Gerenciamento de Riscos em Projetos” da Editora FGV.
– Participou da elaboração da Norma Internacional ISO 31000, da International Standards Organization, com correspondente na ABNT – NBR 31000, sobre Gerenciamento de Riscos.
– Foi um dos introdutores no Brasil da metodologia internacionalmente reconhecida e consagrada do PMI – Project Management Institute, o maior grupo formalmente organizado de Gerentes de Projeto do mundo.
– Fundador e ex-presidente da Seção Regional Rio de Janeiro do PMI.
– Conferencista. Apresentou diversas palestras e trabalhos em todo Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, sobre Gerenciamento de Projetos.

Alonso Mazini Soler
– Sócio diretor da J2DA Consulting.
– Doutor em Engenharia de Produção pela POLI-USP.
– Trabalhou 14 anos nos ambientes de projetos, consultorias e educação da HP e IBM Brasil.
– Atualmente ministras aulas para os programas de MBA em Gerenciamento de Projetos da FIA-USP e FGV.
– Pensador e crítico das práticas atuais do moderno Gerenciamento de Projetos.
Contato: amsol@j2da.com.br

Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content

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Lei de Murphy x Gerenciamento de Riscos

Uma discussão quase infindável que pode ser proposta é esta:

Qual a real capacidade do gerente de projetos de prever todos os riscos do projeto?

Gerenciamento de Riscos
Gerenciamento de Riscos

Nesta apresentação: www.slideshare.net/gorges/a-lei-de-murphy-no-gerenciamento-de-projetos, o autor levanta as possibilidade de aplicação da Lei de Murphy,  colocando inclusive as situações que contribuem para a ocorrência da lei Murphy. O foco da apresentação é feita essencialmente sobre a  gestão, sem prever riscos ambientais por exemplo.

Mas considerando a Lei de Murphy sobre riscos de natureza macro econômica a situação fica ainda mais complexa, e apesar de que esta apresentação: www.slideshare.net/wprado/aula02-gerenciamento-de-riscos-pmbok-4-edicao-escm-3360229?src=related_normal&rel=1028882, ofereça medidas de como prever e mitigar. Será mesmo que somos capazes de mitigar e prever todos eles?

De alguma maneira, tentar prever estes métodos é como fazer uma análise de riscos com base em dados que já não condizem com a nossa atual realidade? Por exemplo, os ultimo guias de gerenciamento de projetos ainda não incorporam a revolução da informação que as redes sociais representam, assim como as questões referentes a meio ambiente, que transformam muito por exemplo a forma de contingênciar crises.

Agora estas são as mudanças, mas o que virá nos próximos anos não sabemos, e quando soubermos já teremos outras mudanças. E fica a questão inicial: Qual real a capacidade do gerente de projetos de prever todos os riscos do projeto?

Fica a questão.

Rita Mulcahy no Brasil

Rita Mulcahy

Rita Mulcahy

No próximo dia 10 de novembro, a famosa  Rita Mulcahy, autora do mais recomendado guia de estudos para a prova PMP, estará no Brasil pela primeira vez para falar sobre gerenciamento de riscos.

O título do workshop será: Os erros de gerenciamento e riscos que podem arruinar a sua carreira.

Abaixo, segue um descritivo do workshop que recebi na lista Certificação PMI:

Continue lendo ‘Rita Mulcahy no Brasil’

BICIGRINO EM SANTIAGO: RISCOS E IMPREVISTOS

Foram 844 KM pedalados em 15 dias. Aproximadamente 57KM por dia. Muito frio, muita chuva, muita lama e muito cansaço. Entretanto pela graça de Santiago, meu companheiro de viagem, nenhum imprevisto prejudicial ocorreu durante a viagem. 

Senti dores duas vezes, a primeira delas nas costas pela posição da byke foi resolvida levantando totalmente o ‘bar end’ e ajustando minha posição durante o pedal. A segunda dor for no ouvido. Preocupei-me com ela pois o frio era intenso e a dor chegou a ficar muito forte. Numa das noites tomei um antiinflamatório que levava comigo, mas resolvi o problema no dia seguinte mudando a posição do óculo cujas hastes passaram a ficar por fora da toca, forçando o bloqueio do vento contra o ouvido.

A Babieca me deu qualquer trabalho. Nem um pneu furado. Apenas troquei um cabo de câmbio já em Melide, um dia antes de chegar ao Monte do Gozo. Nem encher o pneu eu tive que fazer. É claro que eu fazia a manutenção preventia dela todos os finai de tarde. Assim que chegava ao albergue, tomava banho, colocava um aroupa seca e quente e depois cuidava de limpar a byke, tirar o excesso de barro, lubrificar a corrente e os cabos e ajustar os freios e o câmbio. Manutenção básica que me rendeu a tranqüilidade da viagem.

Ainda que nada tivesse ocorrido, eu estava preparado para alguns riscos. Levava comigo, num dos alforges, ferramentas, peças de reposição e manutenção da Byke -pneu sobressalente dobrado, câmaras de ar, sapatas de freio, cabos, aros, pedaço de corrente, etc. levava ainda alguns medicamentos de uso geral como antiinflatório, antihistamínico e analgésico. Levava roupas adicionais, guias de estradas, além dos guias do caminho e telefones para caso de emergência. Meu plano de riscos foi bastante amplo e me tomei ações preventivas para cada risco que achei importante, ainda que cada ação pudesse implicar em aumento de peso nos alforges.

Porém, mais do que a prevenção de riscos durante o planejamento, durante a trilha avaliei riscos o tempo todo e me portei sempre avesso a qualquer imprevisto. As decisões de sair da trilha e tomar o asfalto forma sempre conseqüências de ponderações de riscos. A velocidade nas descidas, ainda que aguçasse o espírito aventureiro foi invariavelmente reduzida por conta da avaliação de riscos. Outro ponto avaliado constantemente era a minha alimentação, que precisava ser rica em carboidratos por conta do esforço e do frio. E ainda, apesar de estar em região mais que propícia, tive que me conter na degustação de vinho da casa (sniff!!!). 

Muito frio, chuva e lama

Muito frio, chuva e lama


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