Corrida de São Silvestre Usando a Corrente Crítica – post #4

Elaboração do Cronograma em Corrente Crítica

Retomando o planejamento do cronograma da minha corrida de São Silvestre, reforço o ponto de que o cronograma original elaborado (post #3) foi construído pautado por premissas bastante realistas. Não se trata de um cronograma “fake” elaborado apenas para fazer o Método da Corrente Crítica funcionar. Qualquer corredor experiente dirá que completar os 15Km de prova numa velocidade média de 9,5 Km/h (aplicados alguns deflatores), no tempo de 1:44 min é bastante adequado, para não dizer “agressivo”, em se tratando de um atleta amador de finais de semana como eu.   

Assim, tal como num projeto, tudo na CCPM começa com um cronograma realístico, sob a ótica da estimativa de tempos das durações das atividades.

Vamos entender então a alocação de PULMÕES de tempo a esse cronograma original. Duas considerações são pertinentes:

1. Considerando que minha corrida evoluirá através de 14 trechos seqüênciais dependentes pela relação FS (Finisht to Start), e que esse caminho único é a minha Corrente Crítica – restrição do sistema que impede um resultado de maior valor para minha corrida (chegar antes do horário combinado, antes das 1:44 min).

2. Considerando que a estimativa de duração de cada um desses 14 trechos, levou em conta a premissa de velocidade basal de 9,5 Km/h e o deflator por complexidade, posso assumir que esses tempos por trechos (Tabela 2 – post #3) podem estar superestimados (difícil de admitir, por tudo o que foi mencionado no primeiro parágrafo deste post), isto é, podem incluem “alguma” proteção extra de tempo, sob a ótica estatística. Não necessariamente isso é verdadeiro, mas a CCPM faz uso dessa suposta verdade em proveito da motivação para fazer o projeto acontecer no prazo, ou antes. 

Mas será que essas “proteções” acrescidas aos tempos de cada uma das 14 atividades do projeto me ajudarão a terminar a prova no tempo combinado de 1:44min ? Pois a Teoria da Corrente Crítica faz uso de conceitos estatísticos para provar que não! Indico aos meus Leitores que procurem rever um pouco mais sobre a teoria da CCPM neste momento se tiverem alguma dúvida sobre isso – ou me procurem depois da prova (ufa!).

Baseado na teoria da CCPM, vou reconstruir o cronograma original da minha prova (post #3), extraindo as proteções individuais de tempos de cada um dos 14 trechos, consolidando-as em um único pacote de proteção (chamado PULMÃO DO PROJETO) e vou acrescentá-lo integralmente ao final da Corrente Crítica do cronograma, dependente em FS do último trecho que será percorrido (trecho 14).

Mas quanta proteção devo extrair de cada trecho ? Pode parecer uma resposta inadequada para quem não viveu ainda a apicação da CCPM mas, para mim, neste momento do planejamento, não importa o quanto. Qualquer quantidade de tempo extraída será considerada adequada para a aplicação do Método da Corrente Crítica. Decidimos, por motivo de facilidade nos cálculos, extrair 50% do tempo estimado de cada trecho e incluí-los integralmente no Pulmão do Projeto.

O que? Quer dizer que ao invés de fazer a prova em 1:44min, você pretende fazê-la em 52min? Vai competir contra os Quenianos? Não! Não é isso!

A decisão acima exige o mínimo de explicação e entendimento da teoria da CCPM. Adotando-a, meu novo cronograma em CCPM continuará a apontar meu tempo combinado de chegada em 1:44min. O que ganhei com isso? A possibilidade de manter um controle motivacional adequado para que esse tempo realmente aconteça, ou algum tempo inferior a esse.

Essa decisão de consolidar TODA a proteção de tempo extraída de cada atividade do cronograma num único grande pacote de tempo ao final do cronograma, não é a mais desafiadora, mas é muito útil em projetos que evoluem através da contratação de serviços de terceiros, vide a teoria da CCPM. Tal como eu quero ilustrar nesta aplicação.   

O foco da gestão por Corrente Crítica deixa de ser direcionado para o atendimento dos prazos de cada atividade e passa a priorizar o tempo total do projeto. Ou seja, com a aplicação da CCPM, terei mais chance de terminar em 1:44min do que teria se estivesse trabalhando no cronograma original. Isso pode parecer dogmático, mas não o é, dispõe de prova teórica e aplicada. Eu mesmo serei uma cobaia da aplicação dessa teoria.

Considerando então a visão de projetos, meu novo cronograma em Corrente Crítica, que servirá de base para o controle da minha corrida, ficou do seguinte modo:

Enfim, de posse de um planejamento, acompanhamento/controle e motivação adequados, esse novo cronograma será acompanhado e os resultados imediatos me serão comunicados durante a corrida para que eu possa regular meu pacing durante a prova. Leiam sobre o planejamento da gestão em CCPM no próximo post.

Alonso Mazini Soler, PMP – Profissional de Projetos, Professor de MBAs e Autor de livros de Gerenciamento de Projetos

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