BICIGRINO EM SANTIAGO: RESPOSTAS À PEDRO #1

Seguem algumas respostas dadas ao Pedro, interessado em ‘bicigrinagem’ no fórum do grupo dos amigos de Santiago:

Olá Pedro. Seguem respostas:

1) Alonso, se entendi bem, embora não sejas um atleta ciclista ou grande praticante, podes ser considerado apenas uma pessoa que sabe andar de bicicleta?

RESPOSTA: Vamos colocar a coisa numa escala de 0 a 10 – eu me acho 6. Não sou apenas uma pessoa que sabe andar de byke. Desde criança eu gosto de pedalar e costumo pedalar nos finais de semana. Moro ao lado da USP e sou da comunidade, por isso, tenho o privilégio de poder usar o campus nos finais de semana e nos feriados. Meus filhos aprenderam a pedalar e a gostar da byke desde cedo e me acompanham, o que me motiva mais ainda a pedalar e a tratar a byke como o lazer preferencial nos finais de semana. Faço passeios
longos com eles e trilhas nos arredores de Sampa. Digamos que costumo pedalar 20 a 30KM em cada passeio desses de final de semana. Portanto, ainda que não seja um profissional, eu acho que tenho uma certa intimidade boa com a Babieca (nome da minha Byke). Além disso, já mencionei, ao fazer o percurso do Caminho do Sol em 3 dias, eu tive a exata noção do que me aguardaria em Santiago. Trilhas, setas amarelas, albergues, convívio, etc. Como meu plano para Santiago era fazer um percurso menos intenso do que o que fiz no Caminho do Sol, fiquei bastante confortável e seguro.

2) A tua bicicleta, mesmo sem ser um modelo semi-profissional, pode ser considerado um tipo não muito difícil de ser visto sendo usada por praticantes de finais de semana?

RESPOSTA: A Babieca é totalmente comum. Qualquer loja de byke, ou de departamentos, atualmente oferece modelos compatíveis com a minha byke (24·marchas amortecedores dianteiros, freios comuns, pneus de trilha).

3) O modelo de bicicleta pode ser encontrado em cidades com população em torno de 250 a 500 000 habitantes? Quanto custaria um modelo da tua bicicleta atualmente?

RESPOSTA: Como lhe disse, qualquer loja tem bykes semelhantes. Deve estar custando algo em torno de R$ 2.000,00 (para menos)

4) Quanto custa, mais ou menos, o restante dos apetrechos necessários? Qual a forma mais adequada de conseguir adquiri-los?Explicando melhor, comprastes material pela internet? Chegastes a verificar se os preços na Espanha seriam mais em conta?

RESPOSTA:

  • Apetrechos Essenciais: Garupeira (suporte para os alforges), Alforges (com capa), Pequeno alforge de guidão com porta mapas, Pequena bolsa de ferramentas debaixo do banco, duas garrafinhas de água, bomba de encher pneus, luz traseira (considerando que terá que andar por estradas), bar end ajustado para cima (me ajudou muito quando comecei a ter dor nas costas) – Mais ou menos uns R$ 600,00
  • Mala byke (para transporte da Byke): Mais ou menos uns R$ 300,00 Ferramentas e peças de manutenção e reposição. Algumas coisas são essenciais. Mas tem que ponderar o que levar por causa do peso. Nada de muito exagero. Apenas o essencial. Posso te passar uma lista.
  • Comprei tudo aqui mesmo para poder fazer testes antes da partida, geralmente nas lojas reais (aqui em Sampa temos muitas opções). Fiz umas duas trilhas antes da partida com os alforges já preparados e com a byke em estado de viagem. Não fiz pesquisa de preços na Espanha. Foi importante para mim, sair daqui conhecendo o meu material, equipamentos e roupas.

5) Considerando que a bicicleta não deve chagar montada na Espanha e que durante o caminho deve ser necessário fazer ajustes e trocas de peças, é preciso ter uma prática razoável para “mexer” na bicicleta ou, dito de outra forma, isto é coisa sem menor importância pois aprende-se na prática ou tem sempre um outro ciclista pronto para fazer o serviço para a gente?

RESPOSTA: Se você optar pelo Mala Byle, terá apenas que tirar as rodas, girar o guidão e tirar os pedals. Coisa mínima que você fará sozinho na montagem quando chegar. No mais, é muito útil que você tenha alguma experiência (no mínimo)com a troca de pneus furados e regulagem de câmbio e freios, para manutenções rápidas no meio de um trecho. Fora disso, ao chegar nas cidades um pouquinho maiores você sempre terá disponível alguma loja de bykes que poderá te ajudar com reparos maiores ou peças. lembre-se que você está na Europa e eles têm muito costume de pedalar. Bicicleta não é segrego nenhum para eles e você poderá ter suporte em todos os lugares. Eu tenho uma lista de lojas de manutenção de bykes na maioria das cidades do caminho. Posso te mandar. O que pode acontecer é ter que esperar um horário conveniente para pegar a loja aberta, as vezes você chega com um problema no final de semana, ou seja, se não fizer a manutenção sozinho, poderá ter que adaptar seus planos de chegada, saída de uma cidade em razão da disponibilidade da loja de bicicletas – mas isso faz parte do caminho. o Caminho não é uma corrida de regularidade. Lembre-se também que na maioria das cidades, as lojas fecham de 12:00 as 16:00 para a siesta.

A propósito, não havia dito, mas o esquema da chegada e retorno é supimpa. Levei a bicicleta semi desmontada na mala byke e uma bolsa grande contendo os alforges, o capacete e etc (tudo dentro de uma bolsa grande). Quando cheguei em Pamplona, um motorista (David, ajudante do Hector) me levou até SJPP e me ajudou a montar a byke. Depois eu enrolei o mala byke e coloquei dentro da bolsa. Fiquei apenas com a Byke, os alforges e equipamentos que estavam dentro da bolsa. Deixei 15euros com o motorista para enviar essa bolsa em meu nome direto para o correio de Santiago. Fiquei com o celular dele e pedi que só enviasse quando eu ligasse – afinal, eu não sabia se conseguiria, se ia dar certo, ou não. Três dias depois, quando já estava no esquema do caminho, liguei e pedi para ele mandar a bolsa para o correio de Santiago. Chegando em Santiago fui ao correio com meu passaporte e peguei a bolsa. Fiz então o processo inverso de desmontar a Byke e colocar no mala byke e botar os alforges e equipamento dentro da bolsa. Voltou para o Brasil do mesmo modo como fui, com o mala byke e com a bolsa. Funcionou perfeitamente.

Babieca no caminho para Puente la Reina

Babieca no caminho para Puente la Reina

Anúncios

1 Response to “BICIGRINO EM SANTIAGO: RESPOSTAS À PEDRO #1”


  1. 1 ketleen fevereiro 14, 2010 às 10:43 pm

    oiii pedroo vou de dar uma resposta quem esta aqui ketleen adriana mariana roselene


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Contato

j2da@j2da.com.br

Siga a J2DA no Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

Mais Acessados

  • Nenhum
Uêba - Os Melhores Links

%d blogueiros gostam disto: